quinta-feira , 14 dezembro 2017
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Ataque de 11 de setembro 2001. Uma ferida que não cicatriza

Quase que de forma irreal foi aquela manhã que o mundo viu a mais bruta crueldade em nome do poder.  Mais precisamente às 8h46min do dia 11 de setembro o vôo 11 da American Airlines se chocou com a torre norte do World Trade Center.  Após 18 minutos, outra colisão, às 9:03:11 da manhã o vôo 175 da United Airlines choca-se com a torre sul do World Trade Center. Os ataques não cessaram e às 9:37:46 da manhã o voo 77 da American Airlines colidiu com o Pentágono. Em pânico, de forma fragilizada o EUA ainda amargou às 10:03: 11 da manhã à queda do voo 93 da United Airlines, após passageiros se revoltarem com os sequestradores. Nenhum ocupante das aeronaves sequestradas viveram para contar a história. Uma história que contou com a morte de 3 mil pessoas e um luto de 10 anos.

Como pessoas do bem, empreendedores por um mundo melhor, executivos com ideais de um planeta mais solidário, trabalhadores que valorizam atitudes éticas e responsáveis, o que temos para refletir com tudo isso?  Se os aspectos que levaram o ataque foram de ordem econômica, política, religiosa, ou outros tantos, há um ponto incomum entre eles – o domínio. Demonstrar que Eu sou melhor que o outro. Uma ferida que parece não ter fim nessa nossa sociedade.

Pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo em conjunto com o SESC projeta uma chocante estatística: a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas violentamente no Brasil. Uma violência pelo domínio, pela posse, por uma cultura cruel.

O preconceito racial também é sangrento e histórico no Brasil. Nosso mapa está marcado por números tão impressionantes como os que levaram os fanáticos matarem pessoas inocentes. Em cada três assassinatos, dois são de negros. Em 2008, morreram 103% mais negros que brancos. Dez anos antes, essa diferença já existia, mas era de 20%.

O Brasil é o país com maior número de assassinatos de gays, lésbicas e travestis. Segundo o relatório do GGB, um homossexual é morto a cada 36 horas e esse tipo de crime aumentou 113% nos últimos cinco anos.  Parece coisa do demônio, ou de povos bárbaros sem nenhum credo religioso bater em mulheres, matar pessoas porque tem a cor da pele diferente da nossa, infringir contra vida de outro ser porque fez outra opção sexual. Por incrível que pareça somos o terceiro país em que mais se acredita em “Deus ou em um ser supremo” em uma pesquisa conduzida em 23 países, pesquisa de mercado Ipsos para a agência de notícias Reuters.

O assassinato, a destruição, o bombardeamento, as metralhadoras, a queda também não poupa quem nos dá o ar que respiramos. Da chegada dos portugueses em 1550, até 1970, o desmatamento na Amazônia não passava de 1%. Não se passaram 40 anos e nós matamos, isso mesmo, a sangue frio, da mesma forma que os terroristas fizeram com aquelas pessoas indefesas, uma área equivalente aos territórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

No dia 25 de setembro o Instituto Eckart fará parte da I Caminhada com Visão Social, no domingo, lá no Gasômetro, em comemoração ao aniversário de 9 anos do programa de Rádio Visão Social. Estaremos lá porque somos um Instituto que defende a bandeira que é pelas diversidades que venceremos nossas diversidades. Presenciamos o terror no Ataque ao vivo de 11 de setembro de 2001, temos plena convicção que 3 mil pessoas não morreram em vão. Ano após ano elas são uma ferida ainda sem cicatriz nos revelando que todos os seres devem ser respeitados e que ninguém tem o direito de fazer chacota, espancar, de tirar a vida de ninguém porque não tem junção de ideias. Muito pelo contrário, devemos cooperar no intuito de um planeta saudável para todos.

Naquela manhã eu estava lecionando na Ulbra/Canoas em uma turma de futuros agentes de saúde, revisando a necessidade de harmonia entre o homem a sociedade e a natureza e tinha marcado na agenda uma aula inaugural de um curso de pós- graduação em marketing no dia 23 de setembro de 2001, sabem onde?  no 110 andar da Torre  norte do Word Trade Center.  O tema a ser tratado – Comportamento Humano, uma visão dos valores construtivos.

Sem dúvida a dor nos ensinou muito, mas o que estamos fazendo de diferente?

 
Ataque de 11 de setembro 2001. Uma ferida que não cicatrizaPaulo Ricardo Silva Ferreira

Gerentes na Trincheira – Parte IIIEducador Facilitador. Presidente do Instituto Eckart Desenvolvimento Humano e Organizacional. Doutorando em Ciências Empresariais pela Universidade de Leon/Espanha, administrador de empresas, curso de psicologia, pós-graduado em administração hospitalar. Professor universitário em cursos de graduação e pós-graduação. Consultor em estratégia empresarial, desenvolvimento organizacional (DO), comportamento, mudança intervencionista e inteligência empresarial da Eckart Consultoria. Presidente da Fundação dos Administradores do Rio Grande do Sul. Palestrante nacional destacado pela abordagem multidimensional das organizações, abordando temas como valores humanos, ética, comportamento e desenvolvimento humano continuado e pensamento estratégico.

Redator: Sander Machado
Profissional de comunicação, redator. Coordenador do Núcleo Celebração do Instituto Eckart. Diretor Criativo da ILê Comunicação. Entre outros prêmios já conquistou Top Nacional de MARKETING ADVB, ESPM/RS, Mérito Lojista, ANAMACO e Central Outdoors.

Formação em Comunicação Social Publicidade e Propaganda, Antropologia, mestrando da Psicologia Social.

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