sábado , 18 novembro 2017
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As perspectivas do seguro para transporte de carga no Brasil

Gilberto Reina, Superintendente Regional da AD Corretora de Seguros, fala sobre como a contratação dessa modalidade de seguro deve crescer em 2015

O Seguro Transporte oferece toda segurança para o transporte de cargas no Brasil ou no exterior, pois assegura o cumprimento da entrega do produto durante todo o percurso (rodoviário, aquaviário, aéreo e ferroviário), desde a origem até o destino final, garantindo tranquilidade e proteção não somente ao comprador, mas também para vendedores e transportadores.

Em função de sua importância, a contratação desse tipo de seguro tem crescido cada vez mais. Para falar sobre esse panorama e as perspectivas do seguro para transportes no Brasil, entrevistamos Gilberto Reina, Superintendente Regional da AD Corretora de Seguros, que, desde 1980, oferece Seguros de Transportes, prestando assessoria personalizada com agilidade e alto nível de especialização, além de atendimento diferenciado e exclusivo em casos de sinistro. Reina aponta que em relação ao seguro transporte, o principal é o atendimento das necessidades específicas de cada segurado, o que deve ser feito por profissionais especializados para melhor entender essas necessidades e desenvolver apólices com condições e taxas adequadas às características e aos riscos de cada empresa. Confira a entrevista:

 

Qual é o panorama atual do seguro de transporte no Brasil?

Se desconsiderarmos os seguros de pessoas, saúde, capitalização e DPVAT, o seguro de transportes no Brasil é o terceiro maior ramo em arrecadação de prêmio. Em 2013, apresentou um crescimento modesto: cerca de 5%.

E qual é o potencial?

Entendo que o potencial é enorme por dois motivos principais: é um dos poucos seguros obrigatórios por lei (RCTR-C) e o crescimento de centros de distribuição e operadores logísticos.

Quais têm sido as principais oportunidades para as corretoras?

As oportunidades estão no Seguro do Embarcador e também no seguro para os Transportadores, no mercado nacional. No segmento do seguro de transporte internacional,  há muitas oportunidades nas empresas que passaram a importar matéria prima e exportar seus produtos acabados.

E quais têm sido os desafios nesta carteira?

O principal desafio dessa carteira é alinhar as expectativas entre os embarcadores, transportadores e seguradoras. Os embarcadores buscando as melhores coberturas e preços. Os transportadores adequando seus processos para cumprimento dos Programas de Gerenciamento de Risco e os Seguradores trabalhando para equilibrar os resultados advindos dos prêmios pagos e sinistros indenizados.

Como tem se comportado as taxas?

Acompanhando a tendência do mercado como um todo, as taxas têm tendência de queda e em alguns casos, sem análise atuarial definida. Aliás, a queda de taxas foi o fator preponderante para o crescimento modesto da carteira, que apesar de um aumento no volume de negócios, não teve o mesmo desempenho no aumento de prêmio arrecadado.

E o índice de sinistralidade?

Em 2013, o mercado apresentou uma sinistralidade de 70%, tanto no seguro de Transporte Nacional como no Seguro de RCTR-C.

Em termos de gestão de riscos, quais têm sido os aprimoramentos para a mitigação de riscos e o quanto ela tem de fato minimizado as perdas?

A gestão de riscos visa diminuir as perdas, podendo até evitá-las. Um bom programa de gerenciamento pode sim minimizar os sinistros no seguro de transportes. Cada vez mais as empresas especializadas têm aprimorado suas tecnologias na busca da redução das perdas, principalmente as relacionadas a roubo, furto e extravio. Trabalhos de estatísticas dos índices de ocorrências e planejamento de rotas mais seguras, entre outras, também são objeto dessa gestão. Além disso, os rastreamentos e monitoramentos estão cada vez mais sofisticados, com redundância de sinais, tracking de notas fiscais, monitoramento da carga, etc. Números não oficiais informam que, em de 2013, R$ 1,3 bilhão de mercadorias foram recuperadas por meio de sistemas aplicados na gestão de risco.

O que esperar da carteira (resultados) para 2015?

O mercado espera um crescimento na arrecadação de prêmios superior ao de 2014, com estimativas em torno de 6 a 8%. Também há expectativa de manutenção dos índices de sinistro, com viés de queda em 10%. Em resumo, as expectativas são otimistas e positivas.

Sobre Rodrigo Carvalho

Mestre em Comunicação pela UNESP de Bauru.
Jornalista graduado em Comunicação Social e pós-graduado em Gestão da Comunicação Mercadológica.
Proprietário da Carvalho Assessoria – prestação de serviços em Assessoria de Comunicação Empresarial para diferentes segmentos corporativos.
Assessor de Imprensa da AD Corretora de Seguros.
Assessor de Comunicação da Andriotti & Castro Consultoria.
Assessor de Imprensa dos eventos ‘Festieco’ (edições 2012 e 2013) e ‘Viva Bauru’ (edição 2012) organizados pela agência Projeto Cidade (Grupo Cidade).
Assessor de Imprensa do projeto de Educação Ambiental ‘OLHAR VERDE’ (2013).
Autor do livro Um Grande Sonho – Editora Paulinas.

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