Blue EdTech nasce com proposta de democratizar acesso à educação qualificada e fazer a ponte dos jovens com o mercado de trabalho

Blue EdTech nasce com proposta de democratizar acesso à educação qualificada e fazer a ponte dos jovens com o mercado de trabalho

Para transformar realidades individuais e empoderar pessoas para revolucionar o mundo, EdTech financia formação do aluno, que só começa a pagar o equivalente a 15% do seu salário, a partir do momento em que estiver trabalhando e ganhando acima de R$ 3,5 mil mensais

O mercado nacional de EdTechs, que teve seu boom no final do ano passado, acaba de ganhar uma nova iniciativa com forte impacto social: a escola de tecnologia Blue (https://blueedtech.com.br), que tem a missão de impulsionar a carreira de programadores que possuem vontade e aptidão, mas ainda não tiveram oportunidade. A startup se propõe a criar conexões entre pessoas que buscam um caminho no ambiente de tecnologia e grandes companhias, que necessitam de times de alta performance. A meta da Blue EdTech é inserir 150 profissionais no mercado de trabalho até o fim do ano e 12 mil até 2026, com a projeção de faturar R$ 50 milhões e alcançar valor de mercado de R$ 400 milhões em cinco anos, tornando-se líder nesse setor com foco na população de baixa renda.

O programa de capacitação ofertado pela Blue EdTech financia a formação de jovens de baixa renda como profissionais da área de programação, preparando-os para atuar com as práticas mais modernas do mercado. O aluno só começa a pagar o equivalente a 15% do seu salário quando ingressar no mercado e estiver ganhando a partir de R$ 3,5 mil mensais. A primeira turma iniciou o curso em 1 de março, com 50 alunos.

Utilizando um sistema similar ao FIES (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior), que permite que jovens de baixa renda tenham acesso à faculdade, a Blue promove o acesso a um curso com 12 meses de duração e valor estimado em R$ 18 mil. Nele, os alunos estarão aptos a ingressar no mercado de trabalho após seis meses do início da capacitação.

“Conectamos alunos às oportunidades de trabalho de empresas em crescimento acelerado, e programamos nossa grade para que, após um semestre, mês seja possível ingressar efetivamente em um desafio no mercado corporativo”, explica Daniela Lopes, fundadora e CEO da empresa.

SELEÇÃO

Para participar do processo seletivo, basta que o aluno tenha um computador com acesso à internet e que dedique de duas a quatro horas por dia para estudar, sem que seja necessário conhecimento prévio de programação. A Blue pode vir a promover acesso à infraestrutura (como computador e internet) para candidatos aprovados caso haja necessidade, por meio de parcerias com outras empresas, facilitando mais ainda o acesso à uma educação de qualidade.

A CEO enfatiza que o propósito da escola é usar a força revolucionária da tecnologia para conectar as duas pontas do mercado de trabalho de tecnologia. “Através de uma metodologia inovadora, queremos expandir os horizontes desses jovens, transformando realidades individuais e os empoderando para revolucionar o mundo”, diz.

A ideia é também descobrir talentos e impulsioná-los na área por meio de uma grade curricular que contempla tanto a área profissional quanto pessoal dos estudantes. Os cursos têm uma metodologia que mescla hard skills (conhecimentos técnicos) e soft skills (personalidade e comportamento profissional).

Daniela destaca, ainda, que a escola planeja promover um senso de comunidade. “Durante as aulas, vamos apresentar aos alunos o conceito de responsabilidade social, incentivando que o jovem realize o pagamento quando tiver oportunidade, de modo que ele garanta que possamos oferecer essa capacitação ao mercado de trabalho também para outros jovens que precisarem”, explica.

Os cursos são ministrados com aulas ao vivo durante diferentes turnos, o que permite aos alunos conciliarem trabalho e estudo.

CENÁRIO
Segundo a Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), 23% dos jovens brasileiros de periferia estão em empregos que não necessitam de formação técnica, enquanto a mão de obra capacitada é um dos principais gargalos para o setor de tecnologia. De acordo com os dados da Associação, a perspectiva é de que, até 2024, o setor demande 420 mil novos profissionais.

Calcula-se que, no setor, o gap entre vagas ofertadas sem profissionais para preenchê-las aumente em 25 mil ao ano. A percepção deste cenário foi gerada em Daniela Lopes também a partir do seu trabalho com a RED, consultoria boutique focada no Recrutamento & Seleção de Executivos. Foi essa descoberta que a motivou a buscar soluções para o mercado, dando origem à Blue EdTech.